Wednesday, June 22, 2005

Actividades do Módulo 12 - Daniel

MÓDULO 12

Índice


Sophia de Mello Breyner Andresen. 3

Analise do Poema. 3

Dissertação. 5

Biografia. 6

Miguel Torga. 7

Biografia. 7

Analise do Poema. 8

Fernando Pessoa. 9

Biografia. 9

Analise do Poema. 11

Sophia de Mello Breyner Andresen

Analise do Poema

= Não se perdeu nenhuma coisa em mim =

Não se perdeu nenhuma coisa em mim.

Continuam as noites e os poentes

Que escorreram na casa e no jardim,

Continuam as vozes diferentes

Que intactas no meu ser estão suspensas.

Trago o terror e trago a claridade,

E através de todas as presenças

Caminho para a única unidade.

1 - Análise Formal

Este poema é composto por uma única estrofe de oito versos (Oitava). Os versos são decassílabos, isto é, cada verso é constituído por dez sílabas. A rima é cruzada em todos os versos com o esquema rimático: a-b-a-b.

2 - Recursos estilísticos

O recurso mais evidente neste poema é a antítese, pois o sujeito poético constrói o poema referindo-se a vários elementos que não perdeu e termina o poema referindo-se que tudo caminha para uma única unidade (“E através de todas as presenças // Caminho para a única unidade.”).

Existe também uma outra antítese, quando sujeito lírico diz que traz o terror e a claridade (“Trago o terror e trago a claridade,”). Refira-se ainda a construção paralelística no verso “Trago o terror e trago a claridade,”.

3 - Plano Semântico

Neste poema, o sujeito poético fala-nos do que é a Vida. Para ele a vida é um conjunto de acontecimentos que no final caminham para um Todo, ou seja, nós achamos que a Vida é constituída por caminhos muito diferentes, mas na verdade, a Vida é uma única unidade

Dissertação

Segundo Sophia de Mello de Breyner Andresen a população só se desenvolvera quando a cultura dos cidadãos evoluir.

O mundo desde sempre teve diferentes culturas e a união dessas culturas poderia fazer um mundo mais desenvolvido.

A religião fecha a cultura dos cidadãos. Se a religião disser que se a pessoa se matar, ela tem paz divina, as pessoas tendem a matar-se. As guerras civis e as guerras entre países são devidas à cultura, porque a cultura é muito preservada. Duas pessoas com culturas diferentes podem ter uma má comunicação entre elas porque os seus ideais podem ser diferentes.

Biografia

Sophia nasceu no Porto, em 1919, no seio de uma família aristocrática. A sua infância foi passada no Porto.

Aos 10 anos mudou-se para Lisboa. Escreveu poemas pela primeira vez aos 12 anos.

Frequentou o colégio Sagrado Coração de Maria até aos 17 anos, altura em que se inscreveu na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no curso de Filologia clássica. Sophia tinha um grande fascínio pelo mundo grego, tendo efectivamente viajado por toda a região Mediterrânica e pela Grécia. Não chegou a concluir o curso de Filologia.

Três anos depois casa-se e tem 5 filhos. Em 1944 publica o seu primeiro livro “Poesia”. O livro continha integralmente alguns poemas que ela tinha escrito aos 12 anos. Publicou mais tarde alguns livros de literatura infantil, tendo-se baseado na sua própria infância.

Durante o Salazarismo foi uma pessoa muito interventiva, opondo-se a esse regime sendo co-fundadora da Comissão Nacional de Presos Políticos. Após o 25 de Abril foi deputada, e presidiu à Assembleia-geral da Associação Portuguesa de Escritores.

Em 1990 resumiu todas as suas obras em três volumes, denominando-a “Obra Poética”, sendo também distinguida com o grande prémio e poesia Pen Clube. Foi galardoada também com o prémio Calouste Gulbenkian de literatura para crianças. Estes foram dois dos muitos prémios e que Sophia recebeu, sendo o mais importante de todos o prémio Camões.

Faleceu a 2 de Julho de 2004.

Miguel Torga

Biografia

Adolfo Correia Rocha, de nome literário Miguel Torga nasceu a 12 de Agosto de 1907, em S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real.

É proveniente de uma família humilde, e logo de pequeno teve de trabalhar no campo.

Aos 13 anos foi para o Brasil trabalhar numa quinta do tio, onde teve várias funções. Passados 5 anos voltou para Portugal, frequentando o curso de Medicina na Universidade de Coimbra concluindo-o em 1933. Foi colaborador da revista “Presença”, onde publicou vários poemas e prosas.

Em 1934 publicou a “Terceira Voz” onde adoptou pela primeira vez o pseudónimo de Miguel Torga. Em 1939 editou “O Quarto Dia”, que era um testemunho sobre a guerra civil de Espanha. Devido ao conteúdo do livro, Miguel Torga foi preso e o livro foi apreendido. Durante o tempo que esteve preso publicou um dos seus mais conhecidos poemas “Ariane”.

Em 1941 publicou o primeiro volume do “Diário” que é composto por dezasseis volumes.

Em 1960 teve uma candidatura ao prémio Nobel. Em 1969 recusou o Grande Prémio Nacional de Literatura. Foi-lhe atribuído o Prémio “Literário Diário de Notícias”.

Em 1978 foi de novo candidato ao Prémio Nobel com o apoio de várias personalidades intelectuais. Miguel Torga recebeu vários prémios como o Prémio “Montaigne”. Em 1989 recebeu o prémio Camões.

Faleceu no dia 17 de Janeiro de 1995.

= Comunhão =

Tal como o camponês, que canta a semear

A terra,

Ou como tu, pastor, que cantas a bordar

A serra

De brancura,

Assim eu canto, sem me ouvir cantar,

Livre e à minha altura.

Semear trigo e apascentar ovelhas

É oficiar à vida

Numa missal campa.

Mas como sobra desse ritual

Uma leve e gratuita melodia,

Junto o meu canto de homem natural

ao grande coro dessa poesia.

Cântico do Homem ( 1950)

Fernando Pessoa

Biografia

Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro".

Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.

Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos. A editora Ática começou a publicar a sua obra poética em 1942. No entanto, já o grupo da Presença tinha iniciado a sua reabilitação (poética e filosófica) face ao público e à crítica.

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.


Análise do Poema

= Autopsicografia (Pessoa Ortónimo) =

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.

- Os versos 3 e 4, o que me transmitem é que os poetas chegam ao ponto de fingir uma dor que na realidade sentem mesmo.

- Se se ler a dor que o poeta descreveu por escrita sente-se bem a dor dele.

- A terceira quadra sugere fingimento poético porque o coração não é um comboio e ele chama coraçã

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